o mundo fica longe
mas ele vem!
vem bonito,
sereno
vem pra clarear
pra sorrir
pra desatar nó
que da minha janela
o mundo é tão azul
que dói olhar
mas olha!
quarta-feira, 2 de maio de 2012
domingo, 29 de abril de 2012
pra dizer
que eu vi você chegar
pisando manso
aqui,
nesse lugar
que é meu
que eu vi você trazer
um saber mais doce
as dores e sorrisos seus
que são pra me benzer
que de te ver
quero sair
pra te buscar
em mim
que deixo pra amanhã
que hoje já tá tarde pra ligar
e a gente é feito pra acabar
assim
pisando manso
aqui,
nesse lugar
que é meu
que eu vi você trazer
um saber mais doce
as dores e sorrisos seus
que são pra me benzer
que de te ver
quero sair
pra te buscar
em mim
que deixo pra amanhã
que hoje já tá tarde pra ligar
e a gente é feito pra acabar
assim
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Diálogo
Haverá sempre, gente para não entender. Olhar, olhar de novo... não entender. Gente que taí pra chamar o seu não-gritar de meninice, que taí pra - simplesmente - assistir a própria vida como se fosse filme. Esses vão acabar aprendendo, ah, vão... se contorcendo vida a fora por um pouquinho de atenção e um olhar mais demorado. Meninice, amigo, é outra coisa. Meninice é não viver si mesmo. Não grito! Pra quê? Você, que grita, me conta depois se resolve. Gente pra prestar atenção, haverá sempre. Os que usam palavrão, discurso de indiferença, o circo todo. Daqueles que não enganam a ninguém, a não ser a si mesmos. Pra quê? Que pena, a vida desses poderia ser mais bonita. A minha, não.
Mas não te preocupa não. Você aprende.
quinta-feira, 22 de março de 2012
há de ter
Não é facil. E quem é que disse que seria? Segura a onda, pára de vexame. O excesso é feio. Beber demais, chorar demais, amar demais é demodê. Vai, menina, ajeita o cabelo, passa um batom e sai. Não é fácil pra você, mas não é fácil pra ninguém.
Também não se deve perguntar o porquê das coisas. Soa tão desesperado. Shit happens, dear. Já te falei; passa um batom e sai. Há de ter algo esperando lá fora.
Também não se deve perguntar o porquê das coisas. Soa tão desesperado. Shit happens, dear. Já te falei; passa um batom e sai. Há de ter algo esperando lá fora.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Participo.
Ninguém pode negar deus. Que deus? Letra maiúscula pra quê? É nome próprio. Próprio de quê? Ninguém sabe, ninguém viu. Mas ninguém nega. Mesmo quem acha que sim. Não nega por estar vivo, por sentir, por chorar, por ter amor e por ter esperança, por sofrer e por lutar.
Não me ajoelho pra rezar. Só sei rezar ouvindo musica, vendo gente, sentindo cheiro de chuva. Essa sim é a hora de olhar pro céu (pra dentro, pra fora, pro cara que tá sentado do meu lado no ônibus) e agradecer à Força, ao Universo, ou seja lá o que for - por poder estar aqui. Não gosto do nome Deus. Deus é coisa do homem. Mas algo lá fora (ou aqui dentro?) rege tudo, com mão que ninguém entende.
Uma fé cega, em coisa nenhuma e em todas as coisas. Rezo como posso. Participo.
Não me ajoelho pra rezar. Só sei rezar ouvindo musica, vendo gente, sentindo cheiro de chuva. Essa sim é a hora de olhar pro céu (pra dentro, pra fora, pro cara que tá sentado do meu lado no ônibus) e agradecer à Força, ao Universo, ou seja lá o que for - por poder estar aqui. Não gosto do nome Deus. Deus é coisa do homem. Mas algo lá fora (ou aqui dentro?) rege tudo, com mão que ninguém entende.
Uma fé cega, em coisa nenhuma e em todas as coisas. Rezo como posso. Participo.
sábado, 17 de março de 2012
Ô, Ana

Por que voce faz assim? Me enche de medo, te ver voando baixo. Ô, Ana. Voce me perde dentro de você e eu fico sem saber se me conheço. Pra quê ir embora cedo? Vem cá, me dá a mão. Você fica muito bonita em mim. Mas você vem e não está, parece ter pressa. Fica, aquieta aqui um pouco do meu lado. Mas não vem correndo. Aprende a andar mais sossegada. Ô, Ana. Você nunca escuta a música até o fim. Tem medo de quê? Ô, Ana. Abre a janela pro mundo. Olha lá fora. Me deixa olhar pra você. Mas não desvia os olhos não. Olha pra mim também, que eu quero te ver inteira. Ô, Ana. Você fica tão bonita, quando sorri sem medo...
quinta-feira, 15 de março de 2012
De Amor e Paz
Um dia da semana pra não fazer nada. Algumas horinhas minhas, de sentar no sol entre os lápis e a fumaça e esvaziar a cabeça. Sentindo tudo passar por mim... me sentindo passar por tudo. Toca o telefone,
- Tem compromisso!
- Me deixa pra amanhã, companheiro. Hoje eu tô lagarteando.
- Tem compromisso!
- Me deixa pra amanhã, companheiro. Hoje eu tô lagarteando.
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